Wednesday, April 15, 2015

Curso de Escrita Científica

A  Universidade de São Paulo (USP) – líder em produção científica no país -, lançou o curso de Escrita Científica: produção de artigos de alto impacto. Formatado para a web e oferecido gratuitamente, o curso tem como objetivo auxiliar pesquisadores e estudantes de pós-graduação na elaboração de artigos de maior relevância acadêmica.
Confira Vídeos dos módulos através do Youtubehttps://www.youtube.com/watch?v=CZR0ptpPaR0

Wednesday, February 25, 2015

OPORTUNIDADE OU OPORTUNISMO?



Muitos dizem para aproveitar a oportunidade, para não deixar que ela passe, porem, outros falam que oportunismo é pejorativo. Penso que ser oportunista é saber aproveitar cada segundo da vida, e dizer na maioria deles o SIM. Sim! Sim, sim Senhor!

Pode parecer que estou fazendo uma alusão ao filme do Jim CARREY Mas não é nada disso, simplesmente estou falando de algo que eu vivo. Procuro não deixar nada passar em branco, se for para desenvolver um projeto que seja o melhor. Pode parecer perfeccionismo ou exagero, mas na maioria das vezes da certo. Afinal não se mexe em time que está ganhando.

O filósofo romano Sêneca é autor da seguinte frase: "Sorte é o que acontece quando a preparação encontra a oportunidade". Se você está preparado para lidar com as responsabilidades que as oportunidades trazem, então poderá aproveitá-las ainda mais.

Eu não concordo com o Aurélio quando diz que: ”Oportunismo é a acomodação ás circunstância para se chegar mais facilmente a um resultado”. Isso, no meu entender, é esperar pela oportunidade e não um oportunismo. Sem querer falar bobagens, encerro afirmando que aproveitar oportunidades saudáveis, honestas e verdadeiras, pode ser um ato de sabedoria. 



Monday, February 09, 2015

Feira do Empreendedor 2015

A Feira do Empreendedor oferece aos empresários ou potenciais empresários oportunidades para incrementar um negócio já existente ou a abertura de um novo negócio.  Para o visitante, há ainda a oportunidade de receber consultorias individuais e coletivas, acompanhar palestras, conhecer tendências, regularizar a situação da empresa, além de obter informações e orientações referentes à abertura e melhoria na gestão do negócio próprio.



Conta ainda, com um espaço específico para o microempreendedor individual (MEI), com objetivo de facilitar a vida dos interessados em se formalizar, abrir ou fechar uma empresa, entre outras orientações.













CLÍNICA SEBRAE
“check-up das pequenas empresas”
 Encontramos especialistas trajados como médicos fazendo o diagnóstico da saúde da nossa empresa. Muito interessante.
Empresários de qualquer ramo poderão fazer análise detalhada das suas empresas, fazendo alusão a uma clínica médica, com sala de espera, senha, triagem, área de atendimento com poltronas de repouso e suporte para soro.


A intenção é fazer com que o empreendedor sinta-se numa avaliação criteriosa da saúde do seu negócio e receba imediatamente o check-up e a solução para a dificuldade que está enfrentando.
Dado o diagnóstico em cima das quatro temáticas básicas: administração, finanças, recursos humanos e marketing. 







O “médico” preenche no smartphone e em seguida encaminhada por bluetooth para a impressão da filipeta que mostra os pontos fracos do negócio, sugere soluções, como consultorias, cursos, palestras, vídeos, cartilhas  para sanar os problemas identificados. Tudo feito na hora e de graça.





Lembrete, apenas empresas formalizadas poderão participar, atendimentos somente com CNPJ.



EVENTO:
Feira do Empreendedor Sebrae-SP
Onde: Pavilhão de Exposições do Anhembi
Av. Olavo Fontoura, 1209
São Paulo – SP
Quando: 07 a 10 de fevereiro - das 10h às 21h
Entrada Gratuita e para maiores de 14 anos



Thursday, January 15, 2015

Finlândia 2014



Estive em viagem de trabalho em Helsinque, Finlândia do dia 14 ao dia 23 de novembro de 2014. Ministrei uma palestra na Arcada University e coletei informações sobre o Evento 11ª Slush Startup Conference.

Os objetivos desta viagem foram estreitar relacionamentos para os futuros projetos de pesquisa na área de empreendedorismo e inovação através de intercâmbios internacionais, estabelecer laços com outras instituições estrangeiras, trocar experiências e fazer visitas prospectivas.  







O que me chamou a atenção no país nórdico, que tem menos de 5,4 milhões de habitantes, foi o seu desenvolvimento. Como um país pequeno como a Finlândia mudou sua economia em pouco tempo? 

Era baseada em recursos naturais e transformou-se para uma economia puxada pela inovação, cujo desenvolvimento lhe valeu a condição de país mais especializado do mundo em tecnologias de informação e comunicação (TIC), considerada a educação melhor do mundo.



É impressionante o valor dado não só a educação, mas outros setores também. Empresas como a Nokia que todos nós conhecemos, é fruto de esforços nessas áreas que envolvem educação e incentivo a inovação. Inclusive a gama de impulso econômico da Finlândia foi resultado da ênfase e persistência dada à educação. 


Quando se colocam pesquisa, desenvolvimento, inovação e empreendedorismo como primordial em um governo, tudo funciona. Talvez um pouco de sorte e uma pitada de inteligência em escolherem os produtos “carro chefe” como as tecnologias da informação. Pois qualificação da mão de obra existente no país foi o diferencial nas crises europeias, se pudermos chamar assim.



Há mais de 20 anos que os investimentos em educação e a garantia de estudo gratuito do ensino básico a universidade, seja ela pública ou privada, fez com que o total de ingressos na universidade aumentasse significativamente. Nas escolas politécnicas e nas universidades que visitei todos os relatos são similares sobre o aumento do numero de estudantes.



O sistema de ensino passou por grandes mudanças institucionais, cuja ênfase sempre foi os valores igualitários, por meio dos quais todos recebem a mesma educação de alta qualidade, o rico e o pobre (lá não tem pobre) que é gratuita até mesmo no nível universitário. E tem mais, o sistema universal de saúde é garantido como direito do cidadão, e o sistema social é generoso, abrangendo a aposentadoria e o seguro-desemprego, é importante registrar que todos estes direitos são sustentados por impostos que se situam entre os mais altos do mundo. Este sistema faz com que a Finlândia se destaque como o país que tem o menor contingente de pobres no mundo. 

Fiquei perplexa com a Finlândia, uma economia pequena, com um sistema de bem-estar social bem desenvolvido, com estudos sobre as peculiaridades culturais e sociais, a longa tradição em design, a disseminação rápida da internet, tem Wi-fi em todo lugar e a consolidação do inglês como língua quase universal, todos falam mais de 3 idiomas e, até mesmo, a enorme disposição dos finlandeses para se sentirem cidadãos do mundo, são receptivos hospitaleiros e gentis.



Conversei a respeito de alguns desafios a serem enfrentados por nossos estudantes brasileiros, pois um dos requisitos básicos para estudar na Finlândia é ter um excelente nível de inglês, para participar dos programas oferecidos gratuitamente, sabemos que temos muitos desafios a enfrentar. Todas as aulas são em inglês, não existe material ou professor que fale português e são apresentados seminários e trabalhos em inglês quase todos os dias nas aulas. Além do bom nível em língua inglesa, os interessados devem possuir currículo atualizado na Plataforma Lattes e apresentar uma proposta relacionada com as áreas estratégicas do governo federal em ciência, tecnologia e inovação.

Quer saber mais ? jacbueno2410@gmail.com




















 JANEIRO DE 2015 – FOLHA DE S.PAULO - OPINIÃO

ROGÉRIO CEZAR DE CERQUEIRA LEITE
TENDÊNCIAS/DEBATES

 

 

Produção científica e lixo acadêmico no Brasil

A resistência dos medíocres e a falta de coragem política das autoridades impedem o crescimento da ciência de alta qualidade no nosso país
Dois artigos publicados recentemente pela revista britânica "Nature", especializada em ciência, deixam o Brasil e, em especial, a comunidade acadêmica brasileira, profundamente envergonhados.
A "Nature" nos acusa, em primeiro lugar, de produzir mais lixo do que conhecimento em ciência. Nas revistas mais severas quanto à qualidade de ciência, selecionadas como de excelência pelo periódico, cientistas brasileiros preenchem apenas 1% das publicações.
Quando se incluem revistas menos qualificadas, porém, ainda incluídas dentre as indexadas, o Brasil se responsabiliza por 2,5%. O que a "Nature" generosamente omite são as publicações em revistas não indexadas, que contêm número significativo de publicações brasileiras, um verdadeiro lixo acadêmico.
O segundo golpe humilhante para a ciência brasileira exposto pela revista se refere à eficiência no uso de recursos aplicados à pesquisa. Dentre 53 países analisados, o Brasil está em 50º lugar. Melhor apenas que Egito, Turquia e Malásia.
Tomemos um exemplo. O Brasil publicou 670 artigos em revistas de grande prestígio, enquanto no mesmo período o Chile publicou 717, nessas mesmas revistas. O dado profundamente inquietante é que enquanto o Brasil despendeu em ciência US$ 30 bilhões, o Chile gastou apenas US$ 2 bilhões.
Quer dizer, o Chile, que aliás não está entre os primeiros em eficiência no mundo científico, é 15 vezes mais eficiente que o Brasil. Alguma coisa está errada, profundamente errada. A academia brasileira, isto é, universidades e institutos de pesquisas produzem mais pesquisa de baixa do que de boa qualidade e as produz a custos muito elevados. Há certamente causas, talvez muitas, para essa inadequação.
A primeira decorre de um "distributivismo" demagógico. É evidente que seria desejável que novos centros de pesquisas se desenvolvessem em regiões ainda não desenvolvidas do país. Mas é um erro crasso esperar que uma atividade de pesquisas qualquer venha a desenvolver economicamente uma região sem cultura adequada para conviver com essa pesquisa.
Seria desejável que investimentos maciços fossem aplicados em pesquisas em instituições localizadas em regiões pouco desenvolvidas, mas cujo meio ambiente é capaz de absorver os benefícios dessa inserção.
O segundo mal que é causa inquestionável da diminuta e dispendiosa produção de conhecimento é o obsoleto regime de trabalho que regula a mão de obra do setor de pesquisas em universidades públicas e na maioria dos institutos.
O pesquisador faz um concurso --frequentemente falsificado-- no começo de sua carreira. Torna-se vitalício. Quase sempre não precisa trabalhar para ter aumento de salário e galgar postos em sua carreira. Ora, qual seria, então, a motivação para fazer pesquisas?
O terceiro problema é o sistema de gestão de universidades públicas e instituições de pesquisa, cuja burocracia soterra qualquer iniciativa dos poucos bem-intencionados professores e pesquisadores que ainda não esmoreceram.
Pois bem. Há uma fórmula que evita todos esses males e que já foi experimentada com sucesso em algumas das instituições científicas do Brasil: a organização social. A resistência dos medíocres e parasitas e a falta de coragem política de algumas de nossas autoridades impedem a solução desse problema.
ROGÉRIO CEZAR DE CERQUEIRA LEITE, físico, é professor emérito da Unicamp e membro do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia e do Conselho Editorial da Folhahttp://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/202892-producao-cientifica-e-lixo-academico-no-brasil.shtml