Sunday, May 29, 2011

As Empresas no Divã

A psicologia parece ter mesmo entrado no mundo corporativo. Não se trata de instalar um divã no meia da área de Recursos Humanos, mas sim refletirmos sobre as dificuldades e desafios atuais.

O Dr. Stephen Paul Adler, norte americano, que atua há 42 anos em Nova York é um dos maiores experts do mundo em Comunicação Ericksoniana. Tem lecionado em instituições como a Universidade de Nova York e é o fundador da ACT Institute nos Estados Unidos e no Brasil.

Recentemente tive a oportunidade de estar com o Dr. Stephen em um treinamento em São Paulo e durante um dos intervalos pudemos conversar um pouco sobre a aproximação da psicologia e o mundo corporativo.

As demandas atuais no mercado caminham sempre para situações estressantes. Quando estamos em uma fase positiva a pressão por resultados aumenta, entretanto quando estamos em crise, a pressão por sustentabilidade aparece. A comunicação entre líderes e liderados é um dos pontos chave para, em ambas situações, possamos atingir nossos objetivos.

Infelizmente muitas empresas ainda apresentam um foco no negativo.
O Dr. Stephen lembra que nossos gestores foram crianças um dia, e que por certo, cada um de nós pode trazer algo negativo transmitido por nossos país, ou mesmo pelo ambiente vivenciado no passado. Milton Erickson foi o responsável por levar a hipnose e o uso da linguagem positiva ao meio médico. A linguagem ericksoniana é hoje utilizada por diversos trainers ao redor do mundo com objetivo de tornar empresas mais competitivas.

Segundo o Dr. Stephen ela é pode ser utilizada para melhorar o processo de comunicação organizacional. Mas como utilizar esse processo em empresas que tem uma cultura negativa fortemente enraizada? A primeira questão importante a pensarmos é que quando nos comunicamos de forma mais profunda e positiva isto reflete diretamente nos resultados e até nos processos de inovação. Se a organização não for flexível o suficiente para mudar sua forma de comunicação, jamais poderá ser inovadora, afirma o especialista.

Ele vê um grande desafio na comunicação entre gestores seniores e a geração Y. O ponto é que os velhos e bons gestores, apesar de uma vivência enorme, ainda não sabem como se comunicar efetivamente com seus pares e liderados mais jovens. Na prática eles precisam reinventar sua forma de linguagem e comunicação e este é um um grande desafio.

Quando o assunto é sociabilização nas organizações o Dr. Stephen é mais incisivo. “O engajamento social parece cada vez mais distante, ter uma rede social com milhares de supostos contatos pode não significar muita coisa. Criamos sociabilização por contato face a face, assim estabelecemos empatia. Nós confundimos o network eletrônico com o relacionamento social. 

Um não substitui o outro. Quanto mais as empresas deixam de lado o contato pessoal, maiores são os seus problemas. O uso do e-mail é exemplo disto. O ponto é que quanto menos temos relações face a face, maior são os problemas de interpretação errônea e decisões incorretas. Por exemplo, existem algumas empresas hoje nos EUA que estão mudando a forma de lidar com este tipo de comunicação. Algumas delas não permitem o envio de mais de cinco e-mails por dia e estimulam um contato pessoal sempre que possível.”

Parece que a Comunicação Ericksoniana pode ser mais um recurso interessante para promover mudanças positivas nas corporações.

Por Renato Ricci via exame.com

Friday, May 27, 2011

Para 42% dos executivos, currículos dos brasileiros não são confiáveis

Entre os exageros mencionados no documento, as empresas ressaltam o aumento das responsabilidades da experiência

O primeiro contato do profissional interessado em ingressar em uma empresa se dá pelo seu currículo. É por meio dele que o empregador irá decidir se convidará o candidato a participar do processo seletivo. Talvez devido à importância que o documento tem, 42% dos executivos brasileiros responsáveis pelo recrutamento afirmam que os candidatos exageram nas informações, o que pode tornar o currículo não confiável.

Apesar disso, 58% acreditam que os currículos refletem exatamente o perfil do profissional. Os dados fazem parte de uma pesquisa realizada pela Robert Half com executivos de alta gestão das áreas de Recursos Humanos e Finanças.

Sobre os exageros
Entre os exageros mencionados no documento, os executivos brasileiros ressaltam o aumento das responsabilidades da experiência atual/anterior, com 48% das citações, conhecimento em idiomas, com 46%, e razões para deixar o emprego atual/antigo, com 42%.

Além disso, os entrevistados citaram que percebem um aumento em relação a responsabilidades de gestão e de supervisão de pessoas (39%), conhecimento de software (35%), nível de educação/diplomas (18%).

O que as empresas avaliam
Entre os itens que primeiro são avaliados pelos recrutadores no Brasil, estão a experiência profissional, indicada por 36%, seguida pelas qualificações profissionais, com 29%. As empresas também analisam a formação do candidato (13%) e as habilidades técnicas (12%).

O cargo e as informações pessoais, como idade, estado civil e endereço, foram indicados por apenas 5% dos executivos. Em relação ao idioma, nenhum recrutador indicou a fluência como o primeiro item que é avaliado no currículo. Já 1% informou que busca informações do profissional em rede sociais.

Redes sociais
Em relação às redes sociais, 83% dos entrevistados disseram que informações negativas ou fotos inadequadas em perfis podem influenciar na avaliação de um candidato qualificado, mesmo que a pessoa tenha um ótimo currículo.

Entre estes, 29% falariam com o candidato o motivo, enquanto 15% não tocariam no assunto. Já outros 39% falariam com o candidato e depois decidiriam se aprovariam o profissional.

Wednesday, May 25, 2011

Fofoca e colegas desagradáveis são a principal razão para o estresse nas empresas brasileiras

Para as mulheres esse fator ganha um peso ainda mais forte em comparação aos homens

Pesquisa feita pela empresa de recrutamento Robert Half com 2525 executivos das áreas de finanças e recursos humanos de 10 países revelou que para 60% dos brasileiros consultados a fofoca e os colegas desagradáveis representam a principal razão para o estresse nas corporações do país. Esse fator tem peso ainda maior entre as mulheres, já que esta foi a escolha de 66% delas versus 49% dos homens. “Isso mostra que o bullying pode acontecer dentro do ambiente empresarial”, afirma Ricardo Bevilacqua, diretor da Robert Half para a América Latina.

Na média global, metade dos entrevistados aponta aumento da carga de trabalho como a principal origem do estresse no trabalho, lembrando que mais de uma opção pôde ser escolhida. Para 47% dos brasileiros este é o segundo fator a ser levado em consideração, seguido por pressões desnecessárias do chefe, com 44%. Um dado curioso é que o Brasil é o único país em que 100% dos entrevistados possuem estresse no trabalho. Aproximadamente um quinto dos participantes da Áustria, República Checa e Dubai, por exemplo, não têm estresse no ambiente corporativo.

Qualidade de vida e desenvolvimento pessoal
Mesmo com situações de estresse no ambiente de trabalho, 36% dos entrevistados do Brasil acreditam que a qualidade de vida é boa. No Brasil, quando somadas as alternativas “boa” e “balanceada” o resultado é de 92%.

Na média global, a qualidade de vida é o fator mais importante quando os profissionais avaliam uma possível mudança de emprego, no caso de ser necessário escolher entre duas propostas com mesma remuneração e pacote de benefícios. Essa foi a resposta de 37% das pessoas. O brasileiro diverge do resto do mundo nesse item. Aqui, a principal motivação para a transição de emprego é o desenvolvimento de carreira e maiores responsabilidades (34% ). Em seguida, aparecem qualidade de vida (32%), apoio à formação e aprendizagem (10%) e reputação/marca da empresa (10%).

Marketing Viral precisa ter conteúdo relevante, afirma especialista

Para o publicitário inglês Matt Smith é preciso ser criativo, investir e utilizar todas as mídias sociais possíveis para chegar à propagação viral

“A arte de criar uma peça viral é saber a diferença entre uma boa ideia e uma boa ideia que se espalha como um vírus.” É assim que Matt Smith, diretor estratégico da agência britânica de marketing digital The Viral Factory define uma campanha viral. Essa categoria de marketing e publicidade utiliza mídias sociais para produzir crescimentos exponenciais no conhecimento sobre marca, que se propaga como uma epidemia. O especialista esteve no Brasil este mês apresentando seu trabalho para executivos de empresas e agências de propaganda de São Paulo e Rio de Janeiro.

A The Viral Factory alcançou mais de um bilhão de acessos em mais de 170 campanhas ao longo de uma década de atividade, além de ter sido premiada com três Leões de Outro, três de Prata e três de Bronze no festival de Cannes. Smith conversou com a reportagem de Pequenas Empresas & Grandes Negócios e deu dicas de como realizar uma boa campanha viral.

Por que campanhas virais são tão eficientes?
Nem sempre elas são assim. Como qualquer outra forma de marketing, deve ser usada apenas quando é necessária estrategicamente. Quando realizada desse jeito, traz grandes resultados, porque usa o público como canal de distribuição e cria altos níveis de engajamento e repercussão.

Essas campanhas são uma boa estratégia para pequenas e médias empresas?
Sim, como uma forma de tornar o consumidor consciente da marca. No entanto, fazer apenas uma campanha viral provavelmente não vai ser o suficiente. Uma estratégia eficiente deve ser construída de acordo com a ativação da característica viral para ter uma boa chance de sucesso.

Quais são os casos em que uma empresa deve utilizar uma campanha viral?
Marketing viral é uma ótima forma de conseguir a atenção das pessoas e gerar repercussão e discussões on-line. Portanto é útil em situações como lançamento de produtos, marcas, como suporte para campanhas em massa e por aí vai.

Quais são os maiores erros de uma agência na hora de desenvolver uma campanha viral?
Não ter uma ideia criativa forte o suficiente e não investir o bastante na produção. Também é muito importante ser sincero e verdadeiro e adotar a linguagem correta para o público que você quer atingir.

Quais fatores podem ajudar uma campanha viral?
Além da criatividade e da boa produção, o que não significa o mesmo que uma produção lustrosa, ela precisa ser relevante, agregando valor para o público e incluindo uma boa razão para ter sido feita e depois compartilhada e propagada.

Qual é a melhor mídia social para aumentar o poder de uma campanha viral?
Todas elas! Isso é muito importante, porque você precisa ir onde o seu público quer estar, não onde você quer. Quanto mais mídias sociais você usar, mais pessoas você vai atingir, potencialmente criando um efeito viral em cada um desses canais.

Cite uma boa campanha que você tenha presenciado recentemente.
A campanha “Touch the Rainbow”, da marca de doces Skittles. [Nela o usuário é convidado a tocar um dos doces na tela de um vídeo e participar de uma das cinco cenas produzidas]

Por Rafael Farias Teixeira via revistapegn

Qual é o melhor momento de contratar um Coaching?

Nos últimos anos, empresas e executivos de todas as áreas têm buscado cada vez mais o Coaching, como forma de desenvolver indivíduos, solucionar ou diminuir problemas. Mas, afinal, qual o melhor momento para procurar o serviço? O coach consegue resolver tudo?

A especialista em coaching Ana Luísa Pliopas, alerta que muitos confundem o propósito do trabalho e acabam não atingindo os resultados esperados. Algumas empresas esperam que o coaching corrija erros, assumindo um papel que deveria ser do gestor. Para ela, é preciso tomar cuidado para não cair nessa armadilha, pois Coaching é um trabalho que proporciona a transformação do líder, para que ele decida como quer atuar e mantenha alta performance.

“O papel do coach é provocar o executivo para que ele compreenda o cenário atual, considerando as particularidades da sua empresa, e aprenda a identificar novas possibilidades e a tomar decisões segundo seus propósitos para atingir o resultado esperado”, explica Ana Luísa.

Quando a gestão do processo de coaching não é clara, ele acaba soando como algo negativo para o profissional. “Já tive casos de executivos me ligando preocupados porque foram indicados para coaching, achando que estavam à beira de perder suas posições”, conta a especialista.

Segundo ela, mesmo que o executivo esteja com alguma dificuldade, a mensagem deve ser sempre positiva, mostrando que esse é um benefício, para que o colaborador fique à vontade e também queira investir no processo de transformação.

E quando é o executivo quem toma a decisão? Ana Luísa acredita que o momento mais oportuno para o trabalho é quando o profissional se depara com uma fase de marasmo ou “zona de conforto”. “É quando as coisas apenas acontecem e a pessoa nem consegue definir se isso é bom ou ruim ou se sente aprisionado com isso”, completa.

É aqui que o coaching entra, ajudando o executivo a visualizar quais passos ele deve tomar para sair desse estado e partir para algo novo ou, então, permanecer onde está, se for isso realmente o que ele quer. “Temos a ilusão de que a vida segue por etapas lineares, quando na realidade é por ciclos. Como aprender em cada fase do ciclo e tirar o máximo de cada uma delas, você é quem decide”, comenta Ana Luísa.

Seja para empresas ou decisão pessoal, é fundamental estabelecer metas sobre o que se deseja e em quanto tempo. Além disso, é importante ter parâmetros para medir os resultados como forma de garantir que o projeto seja bem sucedido.


Via convergenciadigital

Wednesday, May 18, 2011

Nós usamos e-commerce pelo Facebook

Foi lançada nesta quarta-feira, 18, a LikeStore, primeiro serviço online no país que permite a qualquer usuário ou empresa vender produtos diretamente pelo Facebook. A ferramenta estreia com o Show de Ingressos como a primeira loja dentro da rede social de Mark Zuckerberg.
A LikeStore mira em dois mercados crescentes no Brasil: o do e-commerce, que já registrou movimentação de R$ 14,8 bilhões no país em 2010, de acordo com o eBit, e nos quase 20 milhões de brasileiros que utilizam o Facebook. No primeiro ano, o serviço espera realizar 150 mil transações com um ticket médio de R$ 120, movimentando um montante de R$ 18 milhões.
Neste primeiro momento, o desenvolvimento de lojas com o serviço LikeStore será restrito a grandes parceiros comerciais, como o Show de Ingressos, especializado na venda antecipada de entradas para grandes shows, parques, cinemas, teatros e eventos em geral. Hoje, os internautas cadastrados no Facebook poderão adquirir entradas para o show do Jack Johnson em Recife sem sair da rede, além de compartilhar com os amigos a compra feita. “Já estamos em negociação com outras empresas interessadas em ter o seu F-Commerce, que é como chamamos este tipo de loja, nas próximas semanas. Agora é o momento para criar parcerias com marcas estratégicas para acostumar o brasileiro à ideia de comprar dentro de uma rede social”, explica Gabriel Borges, diretor e idealizador da LikeStore.
Em breve, o serviço estará aberto para qualquer usuário da rede social criar a sua loja. Neste momento, os usuários do Facebook poderão transformar suas fan pages em uma vitrine de produtos, colocando imagens e descrições. Ao fazer a adição de um produto, automaticamente o serviço já envia uma mensagem ao seu mural, notificando a lista de amigos. Depois, qualquer um (amigo ou não) poderá acessar a parte do perfil que foi transformada em e-commerce, escolher o que interessa e, sem sair da rede, fornecer informações de compra.
Na LikeStore, os usuários podem compartilhar com amigos, caso desejem, qual compra foi feita. “Isso vai gerando um buzz, que é a grande característica das redes sociais”, comenta Borges. Ao vendedor, resta receber a confirmação de pagamento e despachar o produto.

Tuesday, May 17, 2011

TV e redes sociais


A proximidade da internet com a televisão nos lares já começa a estimular nos brasileiros o hábito de comentar online o conteúdo dos programas exibidos na telinha. Fatos televisivos divertidos, polêmicos e inesperados ou ainda programas aguardados com grande expectativa estão motivando este comportamento nos internautas.
Hoje, a internet brasileira já soma 73,9 milhões em todo o país. Desses, 76% dos adultos afirmam que navegam na internet enquanto assistem TV e, entre eles, 54% publicam comentários na internet, 30% trocam torpedos e 67% trocam mensagens instantâneas.
Um estudo realizado pelo IBOPE Nielsen Online confirmou esse potencial que os maiores programas da TV têm para gerar grandes picos de discussão nas redes sociais, hoje acessadas por 87% dos internautas brasileiros. A análise foi obtida a partir do BuzzMetrics, ferramenta de mensuração de conteúdos em mídias sociais, ao investigar três assuntos televisivos muito discutidos na esfera social: futebol, reality shows e novela. Nos três, um mesmo fenômeno se repete: as discussões se aquecem sempre que eventos considerados importantes pelo público acontecem


>> continue lendo no adNews

Monday, May 09, 2011

Recrutamento e Seleção de Pessoas

O brasileiro que desafia a Kaspersky


João, da AV Ware:
SÃO PAULO – Um dos mercados mais disputados do mundo da tecnologia é o de antivírus. O setor oferece produtos de vários tipos e preços. Não só isso: as desenvolvedoras de produtos de segurança sofrem para conquistar clientes e, ainda, com a pirataria desenfreada. Apesar das perspectivas sombrias, um brasileiro, com um sonho, resolveu encarar os desafios desse complexo mercado e peitar empresas como Symantec (Norton), Kaspersky e McAfee.
O nome dele é João Eduardo, um especialista em sistemas de computadores e professor de análise e desenvolvimento de sistemas. João sempre teve vontade de desenvolver e construir um antivírus totalmente nacional. E, neste ano, ele conseguiu alcançá-lo ao estrear no mercado o AV Ware, um antivírus que ele chama de central de segurança por reunir, num único aplicativo, proteção contra vírus e pragas digitais que roubam dados do computador
João começou a sonhar com a construção do AV Ware em 2005, logo após sair de uma empresa coreana de software que mantinha em parceria com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas um laboratório de análises de vírus de computador. Neste local, ele passava o dia estudando o comportamento das pragas digitais do mundo inteiro. “Eu tive, então, a chance de aprender muito sobre o funcionamento dos vírus e, principalmente, como os vírus variam de um país para outro”, diz.
Ele, no entanto, tinha um problema: “Eu sabia perfeitamente como funcionava um antivírus, mas não sabia programá-lo” Então, João contou sua história em fóruns de internet e falou do sonho de desenvolver um antivírus nacional. Ele teve várias respostas positivas e uma delas foi de Bruno Martins, atual sócio de João e também mentor do AV Ware.
Depois de alguns e-mails e encontros, os dois começaram resolveram desenvolver o programa nos momentos livres. “A ideia era ir desenvolvendo e aprendendo com o tempo gasto com o programa”, afirma João. Eles construíram várias versões do antivírus e elas eram distribuídas para alguns amigos testar. “O programa tinha muito problema, não funcionava direito e podia deixar os PCs desprotegidos”, explica Bruno.

Qual é a formação ideal para trabalhar com redes sociais?

Qual é a formação ideal para trabalhar com redes sociais?

Profissionais falam sobre a necessidade de escolas que formem profissionais para atuar na área

Tamanho do texto:
Por Sylvia de Sá Mundo do Marketing


A crescente necessidade das empresas monitorarem as redes sociais e planejarem ações de Marketing para estes canais é uma oportunidade para os profissionais da área. Quem deseja se dedicar ao trabalho em sites como Orkut, Twitter e Facebook tem como perspectiva salários iniciais em torno de R$ 1.500,00, mas que podem chegar a R$ 12 mil, dependendo do cargo ocupado e do porte da empresa.

Segundo a pesquisa Marketing Visão 360º, realizada pelo Mundo do Marketing em parceria com a TNS Research International, os investimentos em redes sociais são realizados por 67% das empresas brasileiras. Ações deste tipo são as segundas de Marketing Digital mais utilizadas, perdendo apenas para o E-mail Marketing, com 80% das citações. Os números mostram o potencial da área para quem deseja apostar no segmento como oportunidade de trabalho.

Como a prática é recente, a especialização em mídias sociais ainda não é frequente no meio acadêmico. Mas se até bem pouco tempo bastava ter afinidade com a internet e as redes sociais, agora o cenário começa a se modificar e torna-se mais concorrido. Com o aumento da oferta de empregos na área, conhecer os conceitos e as ferramentas de Marketing a fundo é cada vez mais importante para saber aproveitar ao máximo as possibilidades oferecidas pelas mídias sociais.

Para isso, é necessário compreender como funciona o mercado e o comportamento do consumidor, além de construir relacionamento e fazer um bom trabalho de branding. A partir daí, é possível utilizar as ferramentas como armas dentro do planejamento de ações. Quem souber agregar conhecimentos estratégicos de Marketing ao entendimento sobre tecnologia, informática e comportamento humano pode aumentar suas chances de atuar no segmento.

Conhecimento autodidata


O processo de amadurecimento do mercado faz com que a formação dos profissionais seja, de certa forma, empírica. "Por ser algo relativamente novo, a busca por conhecimento está sendo por experimentação. As mídias sociais estão na internet há um tempo, mas o boom veio de três anos para cá", acredita Mauricio Salvador (foto acima), Diretor Geral da E-commerce School, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Mas apesar de ser válido, o aprendizado autodidata dos profissionais não é suficiente para as empresas que buscam candidatos. Hoje é possível encontrar pós-graduações em Marketing Digital, que trazem conteúdo de mídias sociais. Há ainda cursos específicos, como é o caso da E-commerce School, que oferece os de "Marketing em Redes Sociais" e "Formação de Gerente de Mídias Sociais".

"O cenário atual melhorou bastante em relação há três anos, quando não existiam pós, cursos e palestras sobre o tema. Ainda não há uma pós focada 100% em mídia social e também não vejo essa necessidade. O profissional que for trabalhar nesta área tem que ter base de Comunicação e Marketing para depois se especializar em Marketing Digital", explica Andre Telles (foto), CEO da agência Mentes Digitais e autor dos livros Orkut.com, Geração Digital e A Revolução das Mídias Sociais, em entrevista ao portal.

Faltam mídias sociais na graduação


No ambiente acadêmico, entretanto, o tema não aparece nos cursos de graduação. "Sinto falta da disciplina de Marketing Digital, ou até mesmo de mídia social, na própria graduação de Comunicação Social. Os alunos estão saindo da faculdade sem uma base principal para permear todas as estratégias de Marketing, que hoje passam pelas plataformas digitais", acrescenta Telles.

Já em relação às pós-graduações, o maior problema está na falta de opções fora das capitais e dos grandes centros. Outra questão é a baixa qualidade de cursos que prometem formar profissionais na área. Com o aumento da procura, é natural que apareçam também muitas ofertas.

"Têm aparecido muitos cursos na área, porque o mercado é novo e há muita demanda. Dentro disso, no entanto, há muito oportunismo. Cursos com professores pouco qualificados, ou meramente técnicos", ressalta Nino Carvalho (foto), Consultor de Estratégias Digitais, Superintendente de Marketing da Ativa Corretora e Coordenador dos cursos de MBA e Pós MBA em Comunicação e Marketing Digital da FGV, em entrevista ao portal.

Técnica aliada a conceitos


O risco de se tornar um profissional meramente técnico quando o assunto são as redes sociais é outro obstáculo para quem deseja atuar na área. Não adianta ter aulas que ensinam apenas a usar um software e não falam em estratégias, planejamento de Marketing ou como usar as ferramentas disponíveis na internet. Uma saída para as escolas é preencher o corpo docente com profissionais de mercado, que saibam aplicar na prática os conceitos de mídia social e tenham casos para exemplificar.

Estes profissionais são também responsáveis por contribuir para o desenvolvimento do mercado. "Ainda há uma divisão das áreas online e offline por parte da empresas. Mas acredito que daqui a um tempo teremos uma diretoria de Marketing mais integrada", diz Carvalho, da FGV.

As mudanças nas empresas contribuirão também para o meio acadêmico e as possibilidades de formação para quem deseja se especializar. "Na medida em que vão aparecendo cases, o mercado começa a amadurecer. Assim como hoje poucas pessoas fazem curso de informática, acredito que chegará um momento em que a questão do uso das mídias sociais será natural por estar diluída no dia a dia", conta Salvador, da E-commerce School.

Mas o executivo lembra que, mesmo as redes sociais estando integradas à rotina dos profissionais e das empresas, é necessária uma evolução do meio acadêmico. "As técnicas para usar as redes como negócio, transformar em venda e relacionamento devem passar por uma escola e um professor experiente que ensine a linguagem. Hoje faltam profissionais para exercerem a função nas empresas, mas também há poucos professores qualificados". 

Siga os posts do Administradores no Twitter: @admnews.

A MULHER NUA - Desmond Morris, Editora Globo.

IASBECK sugeriu a leitura deste livro, por sinal muito bom e eu gostei muito deste artigo.

A Mulher Nua
:: Adília Belotti :: 
Depois de ler, A Mulher Nua, do zoólogo e escritor inglês, Desmond Morris, tive a certeza de que o melhor antídoto contra a arrogância e a onipotência é mergulhar na mente de alguém que consegue ver o mundo como um imensíssimo playground, onde a Natureza brinca de pega-pega, esconde-esconde e outros jogos mais ou menos divertidos de transformação. Neste espaço, longe de ser a sublime criação do Onipotente, como escreveria o poeta antiguinho nas páginas amareladas, os seres humanos são apenas parte da brincadeira e a bola, sinto dizer, não é de ninguém... é do campo!

Virando as páginas do livro, vou descobrindo uma humanidade feita de concretudes, nada a ver com a aquela urgência de virar um puro espírito ainda nesta encarnação. Esta humanidade biológica guarda em suas às vezes meio desajeitadas tentativas de adaptação algo de tranqüilizador: não importa o que façamos, nem importa quais são nossos sonhos, o volume da nossa conta bancária nem o quão poderosos possamos nos considerar, no final, somos uma equação quase perfeita, uma espécie bem sucedida, um experimento apenas satisfatório da Natureza, nós e as abelhas...

Uma espécie muito adaptável
Aprendo no livro que o segredo do nosso sucesso como espécie é a capacidade de viver em agrupamentos cada vez maiores, onde procriamos em condições que qualquer outro macaco decente julgaria insuportáveis, ou seja, do ponto de vista biológico, a gente aceita tudo, muito mais do que deveria... O fator número dois do incrível desempenho do homo sapiens é nossa curiosidade... é ela que nos empurra para frente e é graças a ela que dizemos sim primeiro e depois é que vamos pensar no que fazer.

... e brincalhona! 
Nosso zoólogo vai além e faz poesia em vez de ciência quando nos define como uma espécie brincalhona por excelência: Outros animais brincam enquanto são jovens, mas perdem esta qualidade quando amadurecem. O homem continua brincando e se divertindo por toda vida - é um Peter Pan que nunca cresce. Neotenia, é a palavra científica boa para caracterizar este nosso lado brincalhão. É claro que vamos mudando de paladar em relação às nossas brincadeiras favoritas à medida que crescemos. Chamamos o jogo de arte, de futebol, de música e, viva! Podemos nos divertir, explorar, correr riscos, criar, seguros de que estamos fazendo o melhor possível pela nossa sobrevivência como espécie.

E fico pasma ao pensar que não adianta buscar no nosso lado racional, sério e lógico as razões do nosso brilhante desempenho. É nossa capacidade de diversão que nos torna tão bem resolvidos como as abelhas... sim porque vocês hão de concordar comigo, abelhas e formigas são imbatíveis: quando tudo o mais falhar, as abelhas vão estar lá produzindo mel e as formigas vão carregar nossos restos reduzidos a pó para dentro de seus organizadíssimos formigueiros...

Coisas que você pode saber sobre nós, mulheres, só pelos cabelos
E, embora o livro percorra todo o corpo feminino, fiquei muito impressionada com a quantidade de informações sobre nós que os cabelos oferecem aos cientistas...

Por exemplo, você tem alguma idéia de por que temos tanto cabelo? Ou, mais especificamente, por que a fêmea humana desenvolveu esta cabeleira? Então divirta-se com a idéia de que esta é uma característica que compartilhamos com os galos e com os leões. Nossa farta cabeleira nos distinguia de todos os outros macacos. Ainda mais se a gente imaginar que proporcionalmente aos outros primos símios, nosso corpo quase não tem pêlos. Éramos exóticas e inconfundíveis criaturas brancas com tufos de cabelos ondulando ao vento.

E por que somos imberbes? Bom, ser imberbe é uma característica dos fetos dos macacos. Adultos são tradicionalmente peludos. Menos nós. Está certo, alguns homens ainda preservam certa cobertura capilar, mas nada que proteja ninguém numa noite de inverno na Sibéria. Que bizarros seres!

Alguns estudiosos acreditam que perdemos os pêlos para poder nadar. E que os longos cabelos das fêmeas humanas eram perfeitos para os bebês humanos agarrarem, sobretudo quando ambos mergulhavam, em busca de comida.

Além disso, somos seres diurnos, por mais que muitos de nós se vejam como criaturas da noite. E caçávamos durante o dia. Portanto, a outra hipótese para esta falta de pêlos de um lado e excesso de outro é que os cabelos protegiam as cabeças humanas do sol e o corpo despelado ajudava a gente a não sofrer tanto com o calor das savanas da África. Ah, sim, nascemos na África, provavelmente todos nós, só depois fomos nos espalhando...

Excesso de bagagem
E neste caminhar meio que sem eira nem beira dos nossos ancestrais íamos adquirindo outras características inusitadas, burilando nossa incipiente humanidade. Humanos dos trópicos, humanos polares, humanos do deserto... Digamos que você fosse um homo sapiens do deserto, filho de uma longa cadeia de outros homo sapiens do deserto. Ao longo dos séculos, você teria adquirido algumas peculiaridades muito úteis, como uma pele mais resistente ao sol ou uma incrível familiaridade com os vizinhos, no caso, os camelos, por exemplo. A meta da Natureza é preservar, é empurrar para o futuro seus rebeldes filhos... era, portanto, fundamental que a gente conseguisse distinguir as criaturas bem adaptadas aos vários ambientes, certo? Quem quer casar com um humano polar que pega um resfriado toda vez que a temperatura cai a 20°C?

Pois, então, entra em cena a Natureza e improvisa um pequeno milagre. Sim, daqueles bobinhos e simples, um truque banal, indigno mesmo dos espantosos poderes da Grande Mãe: assinalar estas mudanças com sinais vistosos e de grande efeito: alguém pensou nos cabelos? Acertou...

Daí nasceram nossos cabelos escuros e grossos ou fininhos e loiros, ruivos para se destacar nas paisagens desérticas, escuros e lisos para deslizar pela neve. E com certeza teríamos por aí formidáveis criaturas de cabelos verdes ou azuis (naturais, é claro!) se não fosse nossa pressa...

Lá pelas tantas, começamos a viajar de um lado para o outro. Cruzávamos o planeta apenas por diversão ou por curiosidade. E uns e outros se apaixonavam do lado de lá, e acabavam ficando... Inúteis nossas distinções que agora só vão atrapalhar, separar, dividir quando já ninguém precisa mais disso. Ar-condicionado no verão, calefação no inverno, fogueiras de São João e leques, quem precisa destas obsoletas vantagens adaptativas? Pois é, quem diria, pensou a Mãe-Natureza, esses meninos afobados!!!!!

Cabelos longos e a loira que mora em nós
Mas a gente gostou da brincadeira e resolvemos aderir. Penteados, perucas, tintas... sempre digo para meu cabeleireiro que a cabeça é um maravilhoso campo de experimentação. E quando mudar de vida é difícil, por que não mudar de cabelo?

Presos, soltos, os cabelos femininos são o máximo... os cerca de 140 mil fios que crescem uns 13 cm por ano constituem o maior atributo de feminilidade da raça. E são inegavelmente atraentes para nossos parceiros! Daí que mesmo quando a gente inventa cabelos curtíssimos, isso não é senão uma outra forma de provocação. É como dizer: "viram? Não preciso de cabelos longos para ser atraente”...

Segundo o zoólogo, no entanto, a estratégia não funciona. Sex appeal é cabelo longo, esvoaçante, ondulado feito capim na paisagem ensolarada... Tanto é que em algumas comunidades religiosas, ao longo dos milênios, a prudência mandava escondê-los, como solução infalível para neutralizar o poder erótico da cabeleira selvagem da fêmea humana!

E, antes que você se canse e vá embora procurar outras diversões virtuais, um último comentário muito elucidativo, prometo! Já entendemos a competência sedutora dos cabelos femininos, mas... e as loiras? Existe alguma explicação para o fascínio das loiras?

E a resposta é sim. Uma primeira razão é que os cabelos loiros são mais finos e leves, suaves ao toque, exatamente como o dos... bebês! Vamos lá, a grande maioria dos bebês tem a pele mais clara do que a de seus pais, os olhos mais claros, a pele mais fina, não é? Então podemos imaginar que as loiras passam uma imagem mais infantil do que as morenas, certo?

Agora, vamos examinar nossos parceiros masculinos. A natureza, prevenida, achou por bem dotá-los de alguns equipamentos adicionais para garantir que eles cuidassem como deviam dos filhotes da raça. Nesta mochila de viagem biológica está uma reação entusiasmada à simples visão de um bebê macio e fofo. A loira vulnerabilidade das loiras, artificiais ou não, é simplesmente irresistível para os machos da espécie!

Pois é, foi mesmo uma viagem anatômica esta leitura... e os comentários do zoólogo vão traçando novos e inusitados mapas sobre a nossa pele humana. E ainda que você não tenha nenhuma intenção de virar loira, é divertido entrar no jogo da Natureza. E não faz mal para ninguém de vez em quando lembrar de onde viemos e para onde queremos ir...

Para ler naqueles dias em que você acorda de dedo em riste e achando que sabe mais do que qualquer um sobre todas as coisas.... 

A Mulher Nua, Desmond Morris, Editora Globo.
http://www.gstatic.com/orkut/api/orkut_mini-001.gif

Parte superior do formulário
Parte inferior do formulário
http://www.stum.com.br/terapeutas/foto/adiliap.jpgAdília Belotti é jornalista e mãe de quatro filhos. É editora responsável pelo Delas, o site feminino do portal IG, onde tem uma coluna chamadaFifties. Além disso, cuida do IgEducação e de um site de cultura multimídia, o Arte Digital e também é colunista do Somos Todos UM.
Em 2006 lançou seu primeiro livro: Toques da Alma, clique e confira.
Email: belotti@ig.com